Periscópio Ainda nesta página: "A verdadeira história da Pitangueira" e "Natalino Tedesco faz um apelo aos jornalistas da nossa cidade"

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Dialogue com o Editor


O livro Taboão da Serra na Virada do Milênio é o legado de Waldemar Gonçalves, o pioneiro desprezado, para a cidade que tanto amou.
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"O nosso Cristo Redentor" - uma idéia para remediar o Irreversível

O Cristo Redentor do Morro do Cristo era a Certidão de Nascimento da cidade de Taboão da Serra. No seu interior, da estátua ou da base, os pioneiros, seus legítimos "pais", deixaram o livro com suas assinaturas, um documento histórico de inegável valor. Quem sabe não poderíamos encontrar nele personagens insuspeitos de nossa história, heróis anônimos mas que participaram, com fé e orgulho, da instalação do Redentor no Morro do Cristo, na gênese de nossa cidade. Poderíamos talvez constatar que, pelo menos naquela época, havia a união de todos, autoridades e povo, em torno do mesmo gesto de fé.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 



Assim o nosso primeiro livro de história "Taboão da Serra sua História e sua Gente" retrata o Redentor original - inútilmente - nem a equipe do Plano Diretor nem a Sra. Diretora da Cultura viram.

O documento de importante valor histórico e cultural provavelmente se perdeu porque a PMTS, num gesto intempestivo, arrancou a obra de arte do local de onde nos abençoou por cerca de meio século substituindo-a por outra, bem porquê ninguém sabe.
Na época, a pedido do sr. Nelson de Moraes, conversei com a Diretora da Cultura, de onde partiu a ordem, acatada pelo Prefeito, de deixar nosso patrimônio "de cara nova", atitude também identificada nos releases e publicidade da PMTS como "revitalização" das áreas públicas da cidade. Ela me disse, convicta, que nem sabia quem era o autor ou a história da obra e só queria melhorar os pontos pitorescos da cidade com uma obra nova, imponente e feita de fibra plástica para, segundo ela, durar cem anos.
Boas intenções à parte, o fato é que o local, melhor iluminado e, ao que parece, mais seguro, não foi poupado de receber a placa padrão de obras realizadas pela atual administração, bem iluminada e em aço escovado, alardeando, para céus e terra, o nome completo e o cargo daqueles que a realizaram. Do passado, nada.
Vejam o contrate, os pioneiros, modestos, assinaram seus nomes num livro deixado no interior da imagem e os atuais governantes, vaidosos, estamparam seus nomes no local mais vistoso do monumento, omitindo qualquer referência aos reais responsáveis por esse gesto de fé!
Mas não parece que contentou a todos e, dentro da administração municipal, houveram, ao que consta, certas contestações, mas como a aprovação do Chefe do Executivo havia sido dada e ninguém se levantou para, sequer mínimamente, contestá-la, ficou tudo por isso mesmo, mas os releases da Prefeitura, sempre prestimosos em apagar qualquer princípio de incêndio contestador que coloque em dúvida a sabedoria das decisões oficiais, continua usando, nos outdoors de divulgação da tradicional Paixão de Cristo, uma foto da estátua nova tirada de um ângulo em que não se percebe que não é mais a antiga.



A idéia que tive de reformar a estátua (pelo filho do escultor Zampol [autor da réplica e já falecido] sr. Antonio Carlos, idéia com a qual, no meu entender, concordam pelo menos o sr. Nelson e o Mons. Aguinaldo) e colocá-la ao lado da pitangueira histórica, no pátio do novo Santuário de Santa Terezinha, dá uma solução que beneficiaria os dois lados, o dos que concordam e o dos que recordam do significado original do Cristo e não gostaram da medida. Pelas mãos do sr. Nelson de Moraes, cujo pai, sr. José André de Moraes está ligado, pioneiro que foi, aos dois marcos históricos mencionados, apresentei a idéia à consideração do governo municipal. Sr. Nelson me disse que encontrou boa receptividade, o futuro a Deus pertence.


Cristo e pitangueira, lado a lado, como era vontade dos pioneiros, esta é a minha idéia

A verdadeira história da pitangueira, a árvore-símbolo de Taboão (que recentemente me foi contada pelo sr. Nelson de Moraes), é que o sr. José André de Moraes, quando ainda jovem e bonitão, vinha do Embu, onde residia, em um carro de bois, puxado por uma "junta" de dois imponentes animais, levar lenha e carvão produzidos naquela região para o bairro de Pinheiros, longa e exaustiva viagem.
Passava por Taboão e, na frente da Igreja de Santa Terezinha, parava na venda de propriedade do sr. João Batista de Oliveira, muito conhecida por todos os viajantes que por ali passavam.
Para situar melhor esse núcleo primordial, podemos dizer que o sr. João tinha sociedade com o sr. Paulino Nunes que foi o proprietário da primeira bomba de gasolina de Taboão, a vistosa bomba da Golf que aparece nas fotos daquela época. O sr. Paulino era o pai de dona Luzia Hellmeister, pioneira de Taboão e cuja casa, que tinha estrutura no térreo para uma pizzaria (que ela conduziu por muitos anos), foi demolida recentemente para dar lugar a um magazine.


Neste detalhe de uma foto da época da instalação da cidade, aparece a pitangueira ainda plantada no local onde dona Catarina a plantou. A multidão em primeiro plano é "nossa gente" esperando pela matinê do "nosso cinema", o Cine Tupy. Na atualidade, na placa e no respectivo release do "marco histórico", a atual e verdadeira localização da árvore original, ao lado da igreja, foi "esquecida".


Uma das filhas do sr. João, Catarina Moraes de Oliveira, simpatizou com o jovem viajante e, como naquela época não havia ainda a "liberalidade" de namoro de hoje, plantou uma árvore na frente da vendinha - a famosa pitangueira - em comemoração ao dia do aniversário dele.
Era 1938 e Catarina foi bem sucedida na sua maneira sutil de galantear. O sr. Zeca a pediu em casamento e o sogro lhe ofereceu a compra da venda, patrimônio que, assim, ficaria "em família". Dessa maneira, José André de Moraes fincou pé e aqui criou raízes que se confundem com as raízes da própia cidade.


Na foto do livro "Taboão da Serra sua História e sua Gente", o sr. José André de Moraes aparece na sua charrete e, ao fundo, a árvore que o seduziu

Por isso, Waldemar Gonçalves, quando escrevi suas memórias, fez questão de que colocássemos esta foto de uma junta de bois que tinham até nomes - Recreio e Moderno -, dizendo que eram o retrato sem retoque dos primórdios de nossa história.

Esse fenômeno moderno de "criação" de marcos históricos é o sinal inequívoco dos tempos "modernosos" em que Taboão mergulhou e do real "esquecimento" ao qual renegaram nossa História e nossos autênticos valores.

Senão, vejamos:

"Na elaboração do Plano Diretor de Taboão da Serra constatou-se que a cidade chega aos seus 47 anos sem identidade definida e marcos que contem e identifiquem a história de seu povo, de sua gente." (SIC)

Verdadeiramente incrível esta síntese, baseada num trabalho de pelo menos dois anos nos quais, alardeou a mídia, a equipe do Plano Diretor foi até constatar "in loco" as condições de vida das diversas comunidades que compõem TS, atitude que por si só impediria que, num só parágrafo do trabalho final, decretassem que não temos passado! Isto abriu as portas para impressionantes "revitalizações", "resgates" e "preservações" de patrimônio que, antes dessas toscas iniciativas, davam personalidade e vida aos fatos históricos e personalidades que moldaram o nosso presente.


A pitangueira original, como já disse acima, está atualmente no pátio do novo Santuário de Santa Terezinha. Insinuou-se que atrapalharia o restaurante que ali está sendo instalado. Como foram razoáveis em considerar que a velha planta poderia morrer no transplante dada a sua antiguidade, tese que ofereci ao sr. Nelson de Moraes quando soube da notícia, mas ansiosos para ligar a administração ao acontecimento, os assessores e o sr. Prefeito resolveram dotar a cidade de um novo "marco histórico"
, no canteiro central da rotatória que, hoje, serve de entrada do nosso município.

Disso resultou o monumento que fotografei apenas duas semanas após sua inauguração, realizada no dia do aniversário da cidade de 2008. A nova pitangueira não tem dois metros de altura nem está florida, o pequeno monumento está abandonado, foi vítima de vandalismo na sua placa e, pequeno demais para alterar a paisagem, pouca atenção atrai dos automóveis e pedestres, isto é,
tudo que o release que a mídia estampou exaustivamente, tanto antes como depois do evento (sic), como coisas que não aconteceriam, aconteceram.


A plaquinha com o nome científico da planta - impressa em jato de tinta - não sobreviveu nem ao sereno da madrugada


A jovem árvore não tinha dois metros nem estava florida conforme os releases disseram ou, talvez, não fosse a mesma que decorou o Shopping durante uma exposição comemorativa do aniversário de TS lá realizada, ou, ainda, alguém decidiu trazer uma outra menos desenvolvida por qual motivo nem podemos imaginar


Esta é a placa comemorativa, refletindo as nuvens do céu da manhã de domingo. Feita de uma maneira simplória, presa apenas por quatro parafusos, a placa alusiva acabou sendo "vandalizada" em pouco tempo. Resultado: hoje, se alguém porventura se interessar pelo "monumento" formado por uma pequena planta e um pedestal de tijolos, não encontrará nada que o identifique

Doadores?!

Esta história me sensibilizou muito por ser mais uma perda que a cidade e aqueles que, remando contra a corrente, dela procuram preservar a memória.

A Gazeta do Taboão publicou sobre este assunto, na semana anterior à publicação do release da PMTS, um interessante e esclarecedor artigo em que o sr. Wagner Pietropoli, creio que professor da FTS, esclarece os direitos e deveres das autoridades e da população na defesa do patrimônio histórico, cultural e artístico do município, mencionando e esclarecendo publicamente, talvez pela primeira vez nos últimos dez anos, o instrumento jurídico de tombamento de bens históricos, intelectuais, naturais, arquitetônicos e iconográficos (fotos antigas, por exemplo).

Contudo, nessa matéria, dona Miriam, minha amiga de longa data (eu também já trabalhei na Gazeta), sem dúvida para prestigiar o meu nome e o meu trabalho, faz menção à minha pessoa como um dos "doadores" das fotos antigas que têm sido publicadas na imprensa local. Enviei um e-mail agradecendo a intenção mas esclarecendo que não não doei nem poderia ter doado as mencionadas fotos porque (1) não tenho propriedade delas e (2) porque, quando uso fotos, peço licença a cada pioneiro ou à sua família, explicando-lhes a finalidade e o destino para os quais as solicito. Faço isso inclusive com as fotos de minha autoria.

Infelizmente, mais uma vez não fui ouvido nem ninguém me dirigiu a palavra, nem pela Internet, para concordar ou discordar. É esse o tratamento que a cidade me dispensa há anos e que já não me afeta o bom humor. Como sei que meus escritos despertam alguma atenção e que há leitores que os lêem integralmente apesar de seus kilométricos tamanhos, para estes, sugiro a leitura do e-mail que enviei para a Gazeta explicando meu ponto de vista, que reproduzo na seção Cartas desta edição.


Seo Natalino faz um apelo aos jornais e jornalistas

Natalino Tedesco, torcedor fanático do CATS desde a sua criação, faz um encarecido pedido aos srs. jornalistas e Jornais da cidade: circulem na sexta-feira. Se fizessem assim, os torcedores saberiam com a necessária antecedência dia, local, horário e tabelas dos jogos dos vários campeonatos o que não acontece com a atual distribuição que deixa os torcedores sujeitos a contratempos como chegar no Estádio no domingo e o jogo que pretendia assistir ter sido realizado no dia anterior.


Recordes surpreendentes

Hoje teríamos, em tese, plenas condições de estarmos felizes com o estado de coisas da comunicação social e legal na cidade. Temos um Diário Oficial, 12 jornais, 1 i-tv e 5 portais de informação na internet (entre os quais o Taboão On Line não se inclui, percebam bem!!), os custos para os cofres públicos são dados nas publicações e nossa bandeira é orgulhosamente exibida como símbolo da administração. Apesar de ser aperiódico e não informar a tiragem, nosso "Imprensa Oficial" existe e é fundamental no combate à assim chamada "farra dos jornais" da administração anterior que, dizem, acabou.
(comentário escrito em 19/2/2008 e postado com a 3a. edição do TOL)

Mas paira sobre as águas esta sensação de que se está saudavelmente mal-informado. Não sei com vocês, mas comigo aconteceu isto, em janeiro, com todos de férias e nenhum periódico nas bancas, me senti muito bem, livre daquelas manchetes cor-de-rosa da versão municipal do "jornalismo-badalo" (termo cunhado pelo jornalista Alberto Dines no Observatório de Imprensa para definir o jornalismo desenvolvido atualmente por grande parte da mídia brasileira).

Mas chega fevereiro e volta a desabar sobre nós a cada leitura, em papel ou virtual, uma tempestade de superlativos exuberantes, inúteis e desnecessários porque, além do mais, não comprovados, vale dizer, uma simples consulta ao dr. Google desmistifica esses "primeiro isto / primeiro aquilo" e percebemos que quem os escreve ingênuamente alardeia cifras surpreendentes tiradas das nuvens como se credibilidade fosse apenas uma palavra mágica tipo "abracadabra" ou "shazan", que ungiria de confiabilidade o ou a ilustre jornalista que a pronunciasse.

Eu fiz isso e quero compartilhar com os leitores algumas descobertas bastante interessantes colhida no buscador Google, o maior buscador de internet do mundo:

a) já nos referimos na edição anterior (que pode ser consultada pois a página permanece no ar) à falácia de classificar a nova estátua dos jardins do CEMUR como a "primeira obra de arte pública" da cidade;

b) Quanto à TVTaboanense dizer no seu lançamento que é uma pioneira nesse tipo de mídia é interessante esclarecer que a primeira tv via Internet é brasileira sim, mas começou na cidade de SP em maio de 2002 e chama-se ALLTV, sendo seu idealizador e diretor Alberto Luchetti, cujo depoimento pode ser lido no endereço
http://alltv.ig.com.br/main/_site/index800.php

Rádio pela internet (broadcast) começou, no BR, em Salvador, a Acauã FM que tem produção totalmente digital e transmissão on line. Você ouve a Acauã digital fm comunitária clicando www.acauanfm.ufba.br

E antes, em agosto de 1999, foi criada a ABRAÇO-Ba, uma "agência-ong" das rádios comunitárias e dos movimentos sociais a estas associados, que previa no seu estatuto que, para funcionar, no caso da Bahia, as broadcasts deveriam firmar convênio com a UFBA, universidades estaduais e instituições afins, sem fins lucrativos. Detalhes sobre o modelo ARLIVRE podem ser obtidos acessando o site do próprio projeto (no caso da Bahia) em www.arlivre.ufba.br

c) O novo Liceu Municipal foi estrondosamente lançado como "primeira escola profissional pública da América Latina"!!

Sobre essa afirmação é bom saber que o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo é a primeira escola profissional pública da América Latina e foi fundado no início do século passado. Em São Paulo, no ano de 1873, 131 cidadãos paulistas liderados pelo Conselheiro Leôncio de Carvalho, acreditando na educação popular como forma de crescimento e visando criar uma escola profissionalizante a fim de atender as necessidades de mão-de-obra especializada, fundam a Sociedade Propagadora de Instrução Popular. Em 1905 o Liceu inicia a comercialização de seus produtos como fonte de recursos para a manutenção de seus cursos, oferecidos gratuitamente. Em 1882, a Sociedade introduz no currículo cursos profissionalizantes e passa a chamar-se Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Objetivo: formar artesãos e trabalhadores para as oficinas, o comércio e a lavoura. É fácil saber disso, consulte www.liceuescola.com.br/

d) É um risonho engano também classificar as novas escolas municipais móveis de informática como o maior programa de inclusão digital do país.

Os maiores programas de inclusão digital do Brasil são desenvolvidos pelo Banco do Brasil através do Programa Estação Digital. A Fundação Banco do Brasil, sempre com o apoio de um parceiro local, busca aproximar o computador da vida de estudantes, donas-de-casa e trabalhadores, economizando tempo e dinheiro, criando novas perspectivas e melhorando a qualidade de vida da população. Desde 2004 foram instaladas 166 unidades pelo Brasil. Cerca de 90% está localizada nos Estados do Nordeste e do Centro-Oeste, com a capacidade de atender de 500 a 1.000 pessoas por mês, e integradas a arranjos produtivos locais. Para saber mais veja este endereço
http://www.fundacaobancodobrasil.org.br/estacaodigital

Vários municípios têm esse programa de unidades móveis de inclusão digital, sendo o de Brasília uma herança da passagem do PSB pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Uma das restrições que se fez ao projeto era de que as unidades móveis saiam mais caras do que a intalação de postos de telecurso, o que nos leva a refletir se Taboão, com apenas 20 km2 e linhas de ônibus circulares servindo todo o seu território que podem levar os estudantes, confortável e rápidamente, a uma escola "imóvel" de informática, precisaria disso.

E há ainda muitos e variados exemplos de inclusão.

O programa NAVEGAPARÁ interliga por internet de alta velocidade, a partir de cinco ações básicas, os principais órgãos administrativos do Estado do Pará, viabilizando ações como tele-educação, tele-negócios e inclusão digital. Para saber mais:
www.navegapara.pa.gov.br/index.php

e) Em Taboão da Serra, a SEMUEC, Secretaria da Educação que, nesse tempo, ainda englobava a Cultura (Cultura que ainda figura na vistosa placa da fachada do seu novo prédio em frente à nova Casa do Educador, ambos já na administração atual, o que talvez signifique algo mais do que um simples esquecimento), no início do segundo mandato da administração anterior, anunciou para SP, o BR e o mundo que realizaria em seu auditório o primeiro "sarau poético" de Taboão, como se, antes dele, só houvesse trevas e ranger de dentes nos domínios da nossa cultura popular. Risonho engano.

Prova disso é que o Sr. José Teodoro Neto, nosso poeta de extraordinária sensibilidade, sonetista além de exímio em outras artes, residente em Taboão da Serra, que já teve poesias publicadas em diversos jornais da cidade, destacando-se O Pirajuçara e O Cidadão, residente na cidade desde 64, participou, em 1985, como poeta e como apresentador das reuniões do movimento Pró-Poesia, idealizado pela então bibliotecária municipal, Zuleika, já falecida. (Você encontra sonetos de Teodoro Neto aqui no Taboão On Line, na primeira e segunda edições)

O movimento, nos conta Waldemar Gonçalves no seu primeiro livro, não foi avante porque não havia apoio do poder público nem conscientização da sociedade. De fato, seo Teodoro continua um ilustre desconhecido em Taboão.

No dia da reinauguração da fonte, a atual Divisão Municipal de Cultura promoveu uma pequena exposição do trabalho de pintura e escultura do seo Teodoro na ante-sala do CEMUR. Meio dia, durante um seminário que lá aconteceu. Expor alguns sonetos dos mais de 135 títulos que tem prontos para publicação, nem pensar! Mas seo Teodoro, que não precisa de muito para ser feliz no seu fazer artístico, teve bastante prazer nessa breve oportunidade de contato com a população.


Julio Medaglia e livros



O maestro Julio Medaglia fez uma generosa doação de livros e CDs (160 itens) de sua biblioteca pessoal à Biblioteca Municipal Castro Alves.
Júlio Medaglia é um inovador da mpb que, no final dos anos 60, retornou da Europa formado com distinção Regente Sinfônico e passou a participar ativamente, com Solano Ribeiro, da organização dos Festivais da Record. Nessa época, participa dos mais variados movimentos artísticos de vanguarda, entre os quais o da Poesia Concreta, "oralizando" poemas com os irmãos Campos e Décio Pignatari. No final de 1967, escreveu o revolucionário arranjo para a canção Tropicália, de Caetano Veloso, que marca o início do Tropicalismo.

Sou apreciador de consultar livros onde os leitores anteriores fizeram anotações de próprio punho e já aprendi coisas de real proveito com isso. Mas nossas bibliotecárias catalogaram os livros sem distinção, me informaram.

Bem, pelo menos Taboão continua ganhando presentes inestimáveis para nossa cultura e, nos guarde a sorte, continue assim.

O McDonald's está de volta



O McDonald's da Rua do Tesouro voltou. Exemplo de vitalidade mercadológica, a loja foi completamente reformada e provavelmente esteja sob nova direção. Temos muito o que aprender com esse pessoal. Os super e hiper também. O estacionamento da lanchonete é um exemplo ideal sobre como dotar um estacionamento de equilíbrio ambiental. Mesclando as vagas com gramados, circundado por árvores (com direito a uma quaresmeira florida), o estacionamento se torna um lugar gostoso de freqüentar, atraindo inclusive a frequesia para a pequena loja de sorvetes ali instalada. Não sei vocês mas eu me sinto num deserto atravessando esses megaestacionamentos carecas de vegetação.







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