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A
partida de Waldemar Gonçalves "Waldemar
Gonçalves – o alfaiate que guardou a história da cidade
– partiu Waldemar,
não nos esqueça Chegou
atrasado, coisa que não era por sua vontade. Trajava terno preto
e camisa caqui, bem penteado, barba escanhoada, impecável. As flores
que lhe decoravam o caixão eram brancas como se a primavera se
antecipasse naquela noite fria de inverno. José Sudaia Filho" Publicado n'A Gazeta do Taboão de núm. 1840 de 14 / 7 /2007. --- Arthur se despede de Waldemar
Foto gentilmente cedida pelo Edu Toledo do Portal O Taboanense. Nela aparecem parentes e amigos do Waldemar ouvindo as palavras emocionadas de Arthur Félix. "Julho
de 2007 Autoridades, amigos e parentes dizem adeus a Waldemar Gonçalves Taboão
da Serra acordou triste na semana passada para sepultar um dos seus principais
ícones: o jornalista e escritor taboanense Waldemar Gonçalves.
Ele morreu vítima de um infarto fulminante na última quarta-feira,
aos 85 anos.
Natalino Tedesco ao lado do ex-prefeito Ary Dáu e sua esposa Terezinha no velório do jornalista Waldemar Gonçalves Para
os familiares e amigos ele deixa uma lacuna difícil de ser preenchida.
"Meu pai foi perfeito em tudo que fez. Foi um pai maravilhoso. Um
marido excepcional e um amigo como poucos sabem ser", conta emocionada
a filha dele, Joelma Gonçalves, acrescentando que o pai sabia dividir
a atenção entre os afazeres da vida de militante, família
e os amigos."Era impressionante como ele conseguia atender às
expectativas de todos". Esta
matéria foi gentilmente cedida pela autora, Sandra Pereira do Portal
O Taboanense, sendo dela também a foto que a ilustra. A fonte renasceu pelas mãos da Cinpal Penny Lane é uma rua de Liverpool, cidade marítima da Inglaterra onde Lennon e McCartney começaram sua parceria que iria inundar o mundo de alegria, amor e paz. Como uma cidade marítima, portuária, seu clima é úmido e o barulho das águas do mar brinca nos ouvidos como um instrumento de sopro. Penny Lane é uma das músicas que compõem a trilha sonora da nossa fonte restaurada, que vai da Traviata de Verdi ao mais fino jazz. Ouvir Penny Lane dos Beatles vendo a coreografia das águas da nossa fonte luminosa e sonora reconstruída é um prazer difícil de definir. A nossa fonte, coitada, não inspirou ninguém mas este munícipe que você lê caminha pela praça Nicola Viviléchio meditando sobre como as verdadeiras obras de arte revelam as relações sociais do seu entorno. A majestosa fonte luminosa e sonora nos brinda com a sua umidade refrescante e purificadora (combate a poluição porque é um umidificador natural, continuo afirmando apesar de, é claro, saber que prego no deserto). É muito interessante observar como a fonte com sua música e colorido mexe com o físico das pessoas na sua apoteose exuberante. Gosto de observar as crianças gesticulando animadas ao ritmo das águas. Havia um mendigo-beleza muito popular ali nas imediações que, inspirado, criou uma coreografia muito interessante e ficava "regendo" a fonte com inigualável criatividade e perfeição. Nas minhas excursões à fonte não tenho mais visto o sujeito, que estava sempre sorridente e acompanhado de seu cão despenteado.
Todos gostaram do foguetório, esporte muito apreciado na cidade e que deslumbra a população de todas as idades, mas um anúncio da Prefeitura, dois meses depois da reinauguração, já não fazia nenhuma referência à Cinpal e ostentava uma foto antiga da fonte onde os logotipos atuais não aparecem! Assim o "cartão postal" passou a integrar a galeria das obras que, obscurecidos os seus realizadores, passam a ser exibidas como se fossem filhas legítimas dos atuais governantes. Graças a Deus, a Cinpal não respondeu na mesma moeda e continua competente e pontualmente fazendo a manutenção desse patrimônio da cidade. Houve até uma tentativa ingênua de classificar a fonte como chafariz, esquisitice que uma rápida consulta ao dicionário se mostraria incorreta, mas não chegou, felizmente, a "colar". Como se sabe, chafariz é a "extremidade de um conduto de água, próprio para abastecimento público" e fonte é, "em praças públicas e parques, chafariz ornamental, (...) em que a água é jogada em jatos para cima ou para os lados, ou simplesmente flui num lago ou tanque" (Houais).
Isto quer dizer que, embora possam ser usadas em alguns casos como sinônimos, chafariz e fonte são coisas bem diferentes. Senão vejamos: Há os chafarizes de Ouro Preto, onde as mulas dos tropeiros bebiam água e há a Fontana di Trevi, em Roma, um portentoso monumento onde Anita Ekberg, no filme de Fellini, "La Douce Vita" (1960), tomou um banho noturno sob o olhar deslumbrado de um incrédulo Marcelo Mastroianni. É
evidente que animais não podem beber a água da fonte da
Praça Nicola Viviléchio nem se pode tomar banho nela. Mesmo
que alguém tentasse e mesmo que fosse um monumento de mulher como
Anita, os guardas municipais (cujo quartel fica agora logo em frente)
e o zelador da praça teriam de, cumprindo seu dever, expulsar e
cobrir, defendendo a população do escandaloso espetáculo.
Em todo caso, isso não me dá qualquer poder ou influência na cidade, coisas que de jeito algum ambiciono. Sendo apenas um estudioso do município, não reivindico também autoridade na nossa história sobre a qual, contudo, não abro mão de ter uma visão pessoal, independente e respeitosa, visão esta que alimenta meus escritos. Reproduzo abaixo duas colaborações que escrevi para a imprensa da cidade, puxando conversa para deixar claro alguns pontos desta história. " Pra ver a banda passar Se há um local na cidade onde podemos “ler” o nosso desenvolvimento, ele se chama Praça Nicola Viviléchio. Em muitos sentidos é o centro histórico, o Largo do Taboão que se deslocou rodovia acima. Originalmente chamava-se 31 de Março, homenagem ao golpe militar, prova de que os taboanenses sempre estiveram antenados com os grandes acontecimentos nacionais. Depois se tornou Nicola Viviléchio, nosso primeiro prefeito. Obra do nosso prefeito com maior visão de futuro, Ary Dáu, a praça, inaugurada em 1972, marca a conclusão da primeira etapa do sistema de água encanada da cidade. E nada mais apropriado para festejar isso do que uma fonte luminosa e sonora. Houve tempo em que éramos conhecidos pelo Brasil afora pelas belas praças e jardins que possuíamos, a praça central com sua fonte resplandecente à frente da lista. Contudo a cidade já era famosa por outro feito marcante, eleger uma mulher prefeita, Dona Laurita, fato inédito no Brasil desde a década de 40. Ali se concentram obras de arte e arquitetura notáveis. Passear por ela é conhecer diversos aspectos marcantes de nossa cidadania. O monumento à Bíblia de autoria do nosso grande escultor Zampol, o monumento do Rotary, o busto de D. Pedro (no sesquicentenário da Independência), o marco do serviço de água, o monumento à imigração japonesa e o CEMUR, obras de Armando Andrade quando prefeito, a Biblioteca Castro Alves. Em breve a fonte será reinaugurada graças à Cinpal, tradicional indústria de Taboão que, em parceria público-privada, a está recuperando. A beleza da cidade agradece e, mais do que isto, os nossos pulmões que, nestes tempos bicudos de poluição e aquecimento global, poderão desfrutar da sua refrescante umidade. Muitas gripes e alergias serão evitadas graças a isso, o que faz jus, finalmente, à nossa era de prefeitos médicos. Quanto a mim, estarei feliz em recordar o tempo em que, morador do Jardim Maria Rosa, ouvia lá de casa as marchinhas animadas e os dobrados pomposos da antiga banda taboanense que tocava aos domingos no coreto de arquitetura arrojada que ocupa o centro da praça e um lugar precioso em nossa memória. José Sudaia Filho é escritor, editor do site Taboão On Line e um estudioso da nossa gente e da nossa história. " Dá pra perceber, acredito, que não puxei a brasa pra sardinha de ninguém. Apesar disso, andaram me tratando como se eu houvesse me bandeado para o lado do atual prefeito, o que é, para ser educado, uma inverdade. Talvez
a confusão venha do fato de, além de ser publicada no Portal
O Taboanense, ainda ter saído no jornal O Povo, por iniciativa
do Edu Toledo (que, apreciando o texto, tomou a liberdade sem me consultar).
Como estas duas publicações são as colunas do templo
da "releasemania" (neologismo meu) editorial vigente, me vi
classificado injustamente de adesista. Acredito que possa ter sido isso. E é claro também (se não for, quero deixar), que isto não me coloca a favor do prefeito anterior uma vez que, no dicionário político da cidade parece não existir neutralidade crítica nem oposição consciente, ainda estamos na era política da pedra lascada ! Bom mesmo, é publicar na "gazetinha". Me pediram uma crônica, enviei de lambujem (êta palavrinha antiga essa!) umas fotos. Saiu tudo direitinho, em cores e numa página discreta onde só os leitores atenciosos vão encontrar. O artigo e as fotos são estas: " Um Povo, um Prefeito, uma Idéia José Sudaia Filho, para a Gazeta do Taboão* Taboão não nasceu para o anonimato.
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Quero, ainda, deixar assinalada e reconhecida a ação direta da Cinpal na conservação de um de nossos mais belos patrimônios, a fonte da nossa praça central. Oxalá houvesse outros empresários de boa vontade prontos a desenvolver uma ação tão importante como esta em benefício da comunidade. A Cinpal é uma metalúrgica que dedica muita atenção à cobertura vegetal da cidade. No episódio do ano passado em que a Prefeitura promoveu a "poda radical" das figueiras que existiam nas principais avenidas da cidade, alegando que estavam doentes, ficou evidente que o tempo passou e a filosofia ecológica da administração municipal não acompanhou a evolução da ecologia. E ficamos sabendo pelo blog http://barelanchestaboao.blogspot.com do jornalista David da Silva que "Os Fícus Benjamina começaram a ser plantados em Taboão em 1996, por Valdelino Zottis, dono de imobiliária no Pirajuçara. Posteriormente, o industrial Victor Mamanna, da Cinpal, doou as árvores hoje plantadas na Avenida Paulo Ayres. Em todos os corredores comerciais e de grande tráfego, plantou-se a espécie, que ficou como um padrão de decoração vegetal da gestão de Fernando Fernandes." Empresa pioneira em Taboão da Serra, a Cinpal, tanto na gestão de Túlio Bonsaver, engenheiro italiano que escolheu nossa cidade como sede de sua empresa e o sócio Hugo Arduini (sobre isso ler o artigo escrito por Armando Andrade em"Taboão da Serra do meu tempo", coluna publicada na Gazeta do Taboão de 1/3/2008) até a atual no comando de Vitor Mammana, é referência nacional tanto no seu ramo de atividade quanto no de participação social. A ampliação que está sendo feita no seu parque industrial demonstra a pujança de TS no ramo industrial, fato importantíssimo para a nossa história e para a da região. O
dicionário Houais nos ensina que realidade é "o conjunto
das coisas e fatos reais". Mas, quem lê as diversas mídias
taboanenses nos dias de hoje, tanto a pública quanto a privada,
tanto impressa quanto televisada e internetizada (isto é, praticamente
tudo que se publica), pouco saberá sobre a realidade da Cinpal
e os cerca de 3.000 funcionários que lá trabalham (a maioria
residentes em Taboão, cumprindo a filosofia da empresa que motivou
sua vinda para nossa cidade) e as cerca de 12.000 famílias que
vivem dos empregos diretos por ela gerados, porque estes veículos
de comunicação, a despeito de afirmarem estar falando da
nossa realidade (o que seria lógico, uma vez que o símbolo
político da atual administração é a bandeira
municipal legendada com a frase "orgulho da gente"), em seus
releases focam apenas as realizações do atual prefeito de
forma festiva e massificada, ignorando totalmente a realidade da cidade
à sua volta. Já que é assim, CINPAL - Companhia Industrial
de Peças para Automóveis Ltda.
(Dados
colhidos na coluna "Taboão da Serra do meu tempo" de
Armando Andrade na Gazeta do Taboão e no website da CINPAL) ©
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