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O livro Taboão da Serra na Virada do Milênio é o legado de Waldemar Gonçalves, o pioneiro desprezado, para a cidade que tanto amou.
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A partida de Waldemar Gonçalves

"Waldemar Gonçalves – o alfaiate que guardou a história da cidade – partiu
(chamada de capa)

Waldemar, não nos esqueça
(título da página interna)

Chegou atrasado, coisa que não era por sua vontade. Trajava terno preto e camisa caqui, bem penteado, barba escanhoada, impecável. As flores que lhe decoravam o caixão eram brancas como se a primavera se antecipasse naquela noite fria de inverno.

As portas do plenário da Câmara se abriram para ele e ali passou a última noite, velado pelos filhos e filhas, pelos parentes e por muitos amigos, gente velha e gente moça, todos com a consternação estampada nos olhos molhados.

Haviam colocado um oleado sob os suportes do caixão, proteção para o carpete da edilidade. A funcionária da Câmara o removeu refletindo que o Seo Waldemar não precisava desse zelo burocrático.

Na manhã cinzenta, trouxeram o amigo, quase irmão, Arthur Félix. Haviam combinado que o primeiro a partir receberia um discurso de despedida do outro no enterro. Seo Arthur, com a clareza que a cegueira não lhe roubou, com o coração partido, fez um dos discursos mais emocionantes que aquela sala de sessões já ouviu. Se não fosse a tristeza, a seleta platéia o teria aplaudido, em lágrimas.

Enquanto falava, o céu se abriu e um sol esplendoroso acompanhou o cortejo até o Cemitério da Saudade, a última morada daquele que guardou a história da cidade com um desvelo que ninguém mais igualou.

Como jornalista foi um grande repórter, como pioneiro foi um guardião, como cidadão foi um arregimentador, como artista foi um alfaiate. De onde está agora, Waldemar, nos ilumine e incentive para que trabalhemos com entusiasmo para que o município continue crescendo com coragem, alegria e beleza, para sermos um dia, finalmente, o Taboão da Serra com o qual você sonhou.

José Sudaia Filho"

Publicado n'A Gazeta do Taboão de núm. 1840 de 14 / 7 /2007.

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Arthur se despede de Waldemar

Foto gentilmente cedida pelo Edu Toledo do Portal O Taboanense. Nela aparecem parentes e amigos do Waldemar ouvindo as palavras emocionadas de Arthur Félix.


"Julho de 2007
DA REDAÇÃO DO O TABOANENSE
POR SANDRA PEREIRA

Autoridades, amigos e parentes dizem adeus a Waldemar Gonçalves

Taboão da Serra acordou triste na semana passada para sepultar um dos seus principais ícones: o jornalista e escritor taboanense Waldemar Gonçalves. Ele morreu vítima de um infarto fulminante na última quarta-feira, aos 85 anos.

Homem de muitas atividades, Waldemar dedicou boa parte de sua vida à construção de um Taboão próspero, capaz de oferecer aos seus habitantes uma vida digna e o exercício pleno da cidadania.

Natalino Tedesco ao lado do ex-prefeito Ary Dáu e sua esposa Terezinha no velório do jornalista Waldemar Gonçalves

Para os familiares e amigos ele deixa uma lacuna difícil de ser preenchida. "Meu pai foi perfeito em tudo que fez. Foi um pai maravilhoso. Um marido excepcional e um amigo como poucos sabem ser", conta emocionada a filha dele, Joelma Gonçalves, acrescentando que o pai sabia dividir a atenção entre os afazeres da vida de militante, família e os amigos."Era impressionante como ele conseguia atender às expectativas de todos".

A importância da figura de Waldemar Gonçalves para o Taboão foi mais uma vez comprova em seu velório e sepultamento. Diversas autoridades locais fizeram questão de prestigiar o adeus a um dos homens que pode ser considerado patrono de tantos outros valorosos taboanenses.

"Ele era apaixonado por Taboão da Serra. Tratava a cidade como se fosse sua. Lutava, reivindicava e se as autoridades não contribuíam ele ia lá e fazia o que fosse preciso", lembra o amigo e co-autor do segundo livro do jornalista, Taboão da Serra na Virada do Milênio, o escritor José Sudaia Filho.

Sudaia faz questão de destacar a dedicação e o empenho com que Waldemar cuidava das questões referentes à cidade. Para o escritor o amigo conseguiu ser muitas coisas, mas foi como repórter que obteve amplo destaque. "Ele tinha um quê de romantismo e transmitia isso para as pessoas", enfatiza.

O ex-vereador por Taboão Arthur Felix certamente realizou no sepultamento uma das tarefas mais difíceis de sua vida. Foi ele quem proferiu as palavras de adeus ao velho amigo. Há mais de 40 anos os dois haviam firmado um acordo: no caso de um dos dois morrer caberia ao outro discursar no sepultamento, fazendo a despedida do que partiu com honras.

Apesar de ter aceito o desafio de homenagear o amigo Arthur Felix, revelou à reportagem do taboanense estar se sentindo "quebrado emocionalmente" pelo peso da responsabilidade. "Pedi a todos que perpetuem na memória o nome de Waldemar", salientou, lembrando que o pedido deve-se ao fato do jornalista atuar constantemente para contribuir com o desenvolvimento da cidade."

Esta matéria foi gentilmente cedida pela autora, Sandra Pereira do Portal O Taboanense, sendo dela também a foto que a ilustra.

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A fonte renasceu pelas mãos da Cinpal

Penny Lane é uma rua de Liverpool, cidade marítima da Inglaterra onde Lennon e McCartney começaram sua parceria que iria inundar o mundo de alegria, amor e paz. Como uma cidade marítima, portuária, seu clima é úmido e o barulho das águas do mar brinca nos ouvidos como um instrumento de sopro. Penny Lane é uma das músicas que compõem a trilha sonora da nossa fonte restaurada, que vai da Traviata de Verdi ao mais fino jazz.

Ouvir Penny Lane dos Beatles vendo a coreografia das águas da nossa fonte luminosa e sonora reconstruída é um prazer difícil de definir.

A nossa fonte, coitada, não inspirou ninguém mas este munícipe que você lê caminha pela praça Nicola Viviléchio meditando sobre como as verdadeiras obras de arte revelam as relações sociais do seu entorno.

A majestosa fonte luminosa e sonora nos brinda com a sua umidade refrescante e purificadora (combate a poluição porque é um umidificador natural, continuo afirmando apesar de, é claro, saber que prego no deserto).

É muito interessante observar como a fonte com sua música e colorido mexe com o físico das pessoas na sua apoteose exuberante. Gosto de observar as crianças gesticulando animadas ao ritmo das águas. Havia um mendigo-beleza muito popular ali nas imediações que, inspirado, criou uma coreografia muito interessante e ficava "regendo" a fonte com inigualável criatividade e perfeição. Nas minhas excursões à fonte não tenho mais visto o sujeito, que estava sempre sorridente e acompanhado de seu cão despenteado.



Inserida num contexto diferente daquele de quando foi inaugurada originalmente, vemos o fascínio com que as pessoas se aproximam dela e apreciam sua beleza. O número de câmaras-celulares é a maioria, fotografando ou filmando o espetáculo das águas ou crianças e adultos em frente aos jatos de água. É a antiga arte das fontes luminosas e sonoras se comunicando harmoniosamente com as modernas tecnologias de registro instantâneo de imagens.

A fonte resiste, altaneira, às tentativas de apropriação de sua beleza. Mas o "pool" de imprensa local (12 jornais, 1 tv e 5 portais de informação na internet, se me recordo bem) lutou bravamente para nos convencer de que (1) a fonte não teria sido simplesmente abandonada por duas administrações, a anterior e a atual, mas apenas "esquecida" por certo tempo e (2) que a atual administração teria, na obra, participação mais relevante do que a Cinpal que, além de executar a restauração usando materiais de sua própria fabricação, arcou com parte substancial das despesas!

Todos gostaram do foguetório, esporte muito apreciado na cidade e que deslumbra a população de todas as idades, mas um anúncio da Prefeitura, dois meses depois da reinauguração, já não fazia nenhuma referência à Cinpal e ostentava uma foto antiga da fonte onde os logotipos atuais não aparecem! Assim o "cartão postal" passou a integrar a galeria das obras que, obscurecidos os seus realizadores, passam a ser exibidas como se fossem filhas legítimas dos atuais governantes. Graças a Deus, a Cinpal não respondeu na mesma moeda e continua competente e pontualmente fazendo a manutenção desse patrimônio da cidade.

Houve até uma tentativa ingênua de classificar a fonte como chafariz, esquisitice que uma rápida consulta ao dicionário se mostraria incorreta, mas não chegou, felizmente, a "colar". Como se sabe, chafariz é a "extremidade de um conduto de água, próprio para abastecimento público" e fonte é, "em praças públicas e parques, chafariz ornamental, (...) em que a água é jogada em jatos para cima ou para os lados, ou simplesmente flui num lago ou tanque" (Houais).


Chafariz da Praça Tiradentes, Ouro Preto, MG


Fontana di Trevi, Roma, Itália

Isto quer dizer que, embora possam ser usadas em alguns casos como sinônimos, chafariz e fonte são coisas bem diferentes. Senão vejamos:

Há os chafarizes de Ouro Preto, onde as mulas dos tropeiros bebiam água e há a Fontana di Trevi, em Roma, um portentoso monumento onde Anita Ekberg, no filme de Fellini, "La Douce Vita" (1960), tomou um banho noturno sob o olhar deslumbrado de um incrédulo Marcelo Mastroianni.

É evidente que animais não podem beber a água da fonte da Praça Nicola Viviléchio nem se pode tomar banho nela. Mesmo que alguém tentasse e mesmo que fosse um monumento de mulher como Anita, os guardas municipais (cujo quartel fica agora logo em frente) e o zelador da praça teriam de, cumprindo seu dever, expulsar e cobrir, defendendo a população do escandaloso espetáculo.

Por outro lado, gosto de pensar que foi o seo Altamiro, antigo funcionário da Cinpal que, lá em Minas onde goza a merecida aposentadoria, vendo o meu chororô aqui no site, tenha ligado para os colegas lá da fábrica e, chegada a notícia ao seo Vitor Luiz Taddeo Mammana, presidente da empresa, o tenha motivado a nos presentear com essa belíssima realização.

Em todo caso, isso não me dá qualquer poder ou influência na cidade, coisas que de jeito algum ambiciono. Sendo apenas um estudioso do município, não reivindico também autoridade na nossa história sobre a qual, contudo, não abro mão de ter uma visão pessoal, independente e respeitosa, visão esta que alimenta meus escritos.

Reproduzo abaixo duas colaborações que escrevi para a imprensa da cidade, puxando conversa para deixar claro alguns pontos desta história.

" Pra ver a banda passar

Se há um local na cidade onde podemos “ler” o nosso desenvolvimento, ele se chama Praça Nicola Viviléchio. Em muitos sentidos é o centro histórico, o Largo do Taboão que se deslocou rodovia acima.

Originalmente chamava-se 31 de Março, homenagem ao golpe militar, prova de que os taboanenses sempre estiveram antenados com os grandes acontecimentos nacionais. Depois se tornou Nicola Viviléchio, nosso primeiro prefeito.

Obra do nosso prefeito com maior visão de futuro, Ary Dáu, a praça, inaugurada em 1972, marca a conclusão da primeira etapa do sistema de água encanada da cidade. E nada mais apropriado para festejar isso do que uma fonte luminosa e sonora.

Houve tempo em que éramos conhecidos pelo Brasil afora pelas belas praças e jardins que possuíamos, a praça central com sua fonte resplandecente à frente da lista. Contudo a cidade já era famosa por outro feito marcante, eleger uma mulher prefeita, Dona Laurita, fato inédito no Brasil desde a década de 40.

Ali se concentram obras de arte e arquitetura notáveis. Passear por ela é conhecer diversos aspectos marcantes de nossa cidadania. O monumento à Bíblia de autoria do nosso grande escultor Zampol, o monumento do Rotary, o busto de D. Pedro (no sesquicentenário da Independência), o marco do serviço de água, o monumento à imigração japonesa e o CEMUR, obras de Armando Andrade quando prefeito, a Biblioteca Castro Alves.

Em breve a fonte será reinaugurada graças à Cinpal, tradicional indústria de Taboão que, em parceria público-privada, a está recuperando. A beleza da cidade agradece e, mais do que isto, os nossos pulmões que, nestes tempos bicudos de poluição e aquecimento global, poderão desfrutar da sua refrescante umidade. Muitas gripes e alergias serão evitadas graças a isso, o que faz jus, finalmente, à nossa era de prefeitos médicos.

Quanto a mim, estarei feliz em recordar o tempo em que, morador do Jardim Maria Rosa, ouvia lá de casa as marchinhas animadas e os dobrados pomposos da antiga banda taboanense que tocava aos domingos no coreto de arquitetura arrojada que ocupa o centro da praça e um lugar precioso em nossa memória.

José Sudaia Filho é escritor, editor do site Taboão On Line e um estudioso da nossa gente e da nossa história. "

Dá pra perceber, acredito, que não puxei a brasa pra sardinha de ninguém. Apesar disso, andaram me tratando como se eu houvesse me bandeado para o lado do atual prefeito, o que é, para ser educado, uma inverdade.

Talvez a confusão venha do fato de, além de ser publicada no Portal O Taboanense, ainda ter saído no jornal O Povo, por iniciativa do Edu Toledo (que, apreciando o texto, tomou a liberdade sem me consultar). Como estas duas publicações são as colunas do templo da "releasemania" (neologismo meu) editorial vigente, me vi classificado injustamente de adesista. Acredito que possa ter sido isso.

A "era dos prefeitos médicos", termo que usei, só nos trouxe dores de cabeça (na minha modesta opinião, deixo claro), daquele tipo que nem aspirina resolve, mas que, mesmo que a tivessemos, não nos ajudaria muito porque desaconselhada em caso de suspeita de dengue, doença esta muito mais devastadora.

E é claro também (se não for, quero deixar), que isto não me coloca a favor do prefeito anterior uma vez que, no dicionário político da cidade parece não existir neutralidade crítica nem oposição consciente, ainda estamos na era política da pedra lascada !

Bom mesmo, é publicar na "gazetinha". Me pediram uma crônica, enviei de lambujem (êta palavrinha antiga essa!) umas fotos. Saiu tudo direitinho, em cores e numa página discreta onde só os leitores atenciosos vão encontrar. O artigo e as fotos são estas:

" Um Povo, um Prefeito, uma Idéia

José Sudaia Filho, para a Gazeta do Taboão*

Taboão não nasceu para o anonimato.

Olhando para a majestosa fonte luminosa e sonora em nossa praça central, restaurada por engenho e arte dos técnicos de uma de nossas mais antigas indústrias, a metalúrgica Cinpal, utilizando os produtos de sua própria fabricação, devemos lembrar que nossa cidade nasceu assim, um Povo determinado, um Líder vindo dele e a Idéia firme de erigir com as próprias mãos um lugar bom para se viver.

A praça Nicola Viviléchio, antiga 31 de Março, foi inaugurada em 12/11/1972 já dotada da fonte, do coreto de arquitetura avançada (em forma de pérgula) e das belas árvores que a rodeiam. Isso tudo era apenas a parte visível de uma obra igualmente magnífica que corria por baixo da terra.

Ary Dáu, com sua fenomenal visão de futuro, ao assumir a prefeitura em 1969, cofiou o bigode e perguntou a si mesmo “qual a coisa mais importante para a cidade que ainda não temos?” “Água encanada e canalização de esgotos”, respondeu a população que, naquela época já enfrentava o problema dramático da explosão populacional e da crescente poluição dos nossos córregos onde, uma década antes pescavam e tomavam banho.

Se bem pensou, melhor fez. Quando a praça e a fonte vieram animar nossas tardes calorentas e empoeiradas, havia em Taboão 70 km de rede instalada se espalhando pelas principais artérias da cidade.

Depois, nos anos 90, apesar da importância histórica da praça, a fonte caiu no esquecimento, contudo, no nosso imaginário ainda permanecia a primeira maravilha da cidade.

A restauração que agora se fez foi trabalho de mestre. Tanto que o Edu Toledo, que fez a foto oficial antes do abandono, continua usando a mesma imagem no convite em que o prefeito Evilásio comunica a reinauguração.

Talvez voltem os passeios dos e das jovens ao redor da praça, costume interiorano que, por falta de segurança, acabamos perdendo. Agora que um efetivo da Guarda Municipal ficará estacionado na praça, muito de nossa tradição poderá ressurgir. Embora a antiga Bandinha do Maestro Álvaro, que chegou a tocar na praça, seja apenas uma saudade.

Quem sabe no cinqüentenário de Taboão, em 2010, a ela venha se juntar a nova Catedral de Santa Terezinha, com seus sinos louvando o Ângelus, num inesquecível cartão postal da cidade.
E que não esqueçam de comunicar a CETESB sobre a fonte. Quando a estação medidora da qualidade do ar instalada ali na praça começar a acusar melhoria das condições climáticas isso se deverá ao umidificador natural que é a fonte e não a um abrandamento do efeito estufa!

*Saiba mais sobre as praças e parques de Taboão da Serra no site www.taboaoonline.com.br, do Colégio São Lucas.


A primeira-dama, dona Therezinha, o deputado Cunha Bueno, o prefeito Ary Dáu e o vice Mituzi Takeuti inauguram a praça e a fonte em 1972 (foto do arquivo da Gazeta)


A fonte em foto recente (foto e efeitos de JSF)

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E, para terminar, não caindo "no esquecimento", reproduzo aqui a placa original da inauguração da praça que, para o dia da reinauguração da fonte, foi toda pintada de amarelo dificultando a leitura uma vez que placas em relevo desse tipo, se forem pintadas, devem sê-lo apenas no fundo (para ver como é, basta olhar a placa de inauguração do novo Santuário de Santa Terezinha).




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Quero, ainda, deixar assinalada e reconhecida a ação direta da Cinpal na conservação de um de nossos mais belos patrimônios, a fonte da nossa praça central. Oxalá houvesse outros empresários de boa vontade prontos a desenvolver uma ação tão importante como esta em benefício da comunidade.

A Cinpal é uma metalúrgica que dedica muita atenção à cobertura vegetal da cidade. No episódio do ano passado em que a Prefeitura promoveu a "poda radical" das figueiras que existiam nas principais avenidas da cidade, alegando que estavam doentes, ficou evidente que o tempo passou e a filosofia ecológica da administração municipal não acompanhou a evolução da ecologia. E ficamos sabendo pelo blog http://barelanchestaboao.blogspot.com do jornalista David da Silva que "Os Fícus Benjamina começaram a ser plantados em Taboão em 1996, por Valdelino Zottis, dono de imobiliária no Pirajuçara. Posteriormente, o industrial Victor Mamanna, da Cinpal, doou as árvores hoje plantadas na Avenida Paulo Ayres. Em todos os corredores comerciais e de grande tráfego, plantou-se a espécie, que ficou como um padrão de decoração vegetal da gestão de Fernando Fernandes."

Empresa pioneira em Taboão da Serra, a Cinpal, tanto na gestão de Túlio Bonsaver, engenheiro italiano que escolheu nossa cidade como sede de sua empresa e o sócio Hugo Arduini (sobre isso ler o artigo escrito por Armando Andrade em"Taboão da Serra do meu tempo", coluna publicada na Gazeta do Taboão de 1/3/2008) até a atual no comando de Vitor Mammana, é referência nacional tanto no seu ramo de atividade quanto no de participação social. A ampliação que está sendo feita no seu parque industrial demonstra a pujança de TS no ramo industrial, fato importantíssimo para a nossa história e para a da região.

O dicionário Houais nos ensina que realidade é "o conjunto das coisas e fatos reais". Mas, quem lê as diversas mídias taboanenses nos dias de hoje, tanto a pública quanto a privada, tanto impressa quanto televisada e internetizada (isto é, praticamente tudo que se publica), pouco saberá sobre a realidade da Cinpal e os cerca de 3.000 funcionários que lá trabalham (a maioria residentes em Taboão, cumprindo a filosofia da empresa que motivou sua vinda para nossa cidade) e as cerca de 12.000 famílias que vivem dos empregos diretos por ela gerados, porque estes veículos de comunicação, a despeito de afirmarem estar falando da nossa realidade (o que seria lógico, uma vez que o símbolo político da atual administração é a bandeira municipal legendada com a frase "orgulho da gente"), em seus releases focam apenas as realizações do atual prefeito de forma festiva e massificada, ignorando totalmente a realidade da cidade à sua volta. Já que é assim,

conheça um pouco mais da Cinpal:

CINPAL - Companhia Industrial de Peças para Automóveis Ltda.
Fundador: Tulio Bonsaver, engenheiro nascido em Verona, na Itália

Fundação: 1943, em sociedade com o também italiano Hugo Arduini, na capital paulista. Começaram recondicionando semi-eixos de caminhões, sempre crescendo e diversificando suas atividades.
Como CINPAL, no mercado desde 1950, quando iniciou suas atividades fabricando semi-eixos forjados, ao longo do tempo tornou-se fornecedora de praticamente todas as montadoras de veículos pesados, como caminhões, tratores, implementos agrícolas, e para a indústria de mineração especializada.
A CINPAL veio para Taboão, nos conta Armando Andrade em sua coluna sobre História na Gazetinha, por Tulio Bonsaver "considerá-la ideal para possibilitar que seus operários pudessem morar próximo ao local de trabalho, eliminando a necessidade diária de viajarem grandes distâncias. Outra razão era que no ABC o número de fábricas de automóveis e autopeças era grande demais e na sua visão estava saturado. Depois de pesquisar muitos municípios paulistas optou por Taboão da Serra, não se arrependendo em nenhum momento da sua decisão."
Esta decisão trouxe enorme impulso ao desenvolvimento da nossa cidade onde a CINPAL é, hoje, uma das maiores geradoras de empregos e arrecadação.
Apesar de atender predominantemente os fabricantes de veículos, a CINPAL tem também uma ampla linha de produtos com a marca REX, que atende a primeira linha do mercado de reposição. São esses materiais que serviram também para o trabalho de reforma na Praça Nicola Viviléchio, sendo por essa causa que as duas marcas aparecem na base da
torre central da fonte.


Sede da empresa na Avenida Paulo Ayres, na Vila Iasi



Vista geral da planta 1, a mais antiga, na Av. Paulo Ayres, Vila Iasi, em instalações de 300.000 m2 de terreno e 85.000 m2 de área construída, produzindo forjados e fundidos até 60 Kg



Vista geral da planta 2, em fase final de construção, na BR 116, altura da Vila Iasi



Planta da fábrica - Ferramentaria


Detalhe do trabalho na prensa da Forjaria

(Dados colhidos na coluna "Taboão da Serra do meu tempo" de Armando Andrade na Gazeta do Taboão e no website da CINPAL)
(Fotos extraídas do site www.cinpal.com.br
)


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